Não consigo ver o meu lar, o meu país mais como se fosse meu. Tá faltando uma coisa, o meu coração tá dividido, amando o tempo em família, mas com saudade das praias de Fortaleza, as do Litoral também; saudades do cafezinho da manhã; de fazer as compras no Atacado, saudades do Mercadinho da eaquina; saudades da cidade do interior, do Mercadinho popular da Tia Preta; saudades do Fábio e o seu violão; saudades dos teatros de Curitiba, do Largo da Ordem, do Bairro Novo, da minha Parroquia São Miguel Arcanjo.
Brasil, cê tem me ferrado, eu jamais voltarei a ser o mesmo, agora sou um boliviano procurando o Brasil no meu próprio país. Procurando o Açaí, as caixinhas de creme de leite pra fazer uma goiabada, ou um Strogonoffe brasileiro perfeito.
Não tem como esquecer das loucuras do meu herói Adriano, o cara que transformou a minha vida e deu uma segunda chance pra eu viver. Também não tem como esquecer do Aurélio, o meu lindo Aurélio, quase perfeito e os seus hot-doges, a kitnet dele arrumado ao ponto de achar que nós morávamos em cantos diferentes kkkk. Eles que estiveram comigo mesmo na dor e na pobreza.
O Cônego Evandro falando das coisas dos exorcismos, pertinho de começar a Missa. Nem como esquecer tudo o que eu aprendi no Brasil sobre a minha fé. Oh Frei Gilson! Deus continue abençoando vocês.
Não sou mais um gringo, não. Eu sou brasileiro porque o brasileiro nasce onde ele quer.
No hay comentarios:
Publicar un comentario